Por George Magalhães.
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Prata da casa, Seiki Fabrício tem 26 anos e venceu o Leão de bronze, no Festival Mundial de Publicidade, em Cannes. Hoje na Agência 141 e ex Matriz, Seiki esteve na Universidade Católica na noite do dia 16 para o projeto colméia. Entre diversos assuntos, destacou a importância de um bom estágio, um pouco de sorte e de, principalmente, não ser acomodado.
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“O criativo tem que ser um cara pró-ativo que saiba resolver os problemas do cliente de forma crativa”espaço
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Post-It – Qual a importância da sua passagem pela Matriz na sua vida profissional?
Seiki – Antes da matriz eu não tinha muita noção do que fazer e de como era o mercado de trabalho. Foi lá que eu tive a pegada da publicidade, a pensar publicitariamente, pensar comercialmente. Foi lá que eu aprendi a pensar publicitariamente. O network que você faz na Matriz também é essencial. Os amigos e contatos que eu fiz lá, converso até hoje.
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Post-It – Ainda na faculdade você conseguiu um emprego na Click. Em que essa juventude te atrapalhou e em que te ajudou?
Seiki – Eu estagiei na Click antes de ser contratado. O bom de estagiar é que você sabe que ainda vai passar por muita gente antes de sair. Então dá pra aprender e ter segurança. Eu já fui criando essa mentalidade de não errar, ter segurança. Quando eu fui contratado eu já conhecia todo mundo, sabia como funcionava, então ficou mais fácil. Não dá para comparar muito com as outras pessoas porque eu considero que eu tive um pouco de sorte.
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Post-It – Com 26 anos você já tem um Leão de Bronze , já trabalha em uma empresa conceituada e para o mercado, ainda é jovem. A que você credita essa rápida ascensão?
Seiki – Tem muita coisa. Eu acredito que foi um pouco de sorte ter entrado na Click. Porque eu tinha uma oportunidade lá, por indicação do Ronaldo, e uma na Ogilvy. Eu tive que optar por trabalhar off-line ou online. Eu optei, não sei porque, pelo online. Essa sacada foi decisiva. Online eu pude criar pra São Paulo, para fora e ter a oportunidade de mostrar o meu trabalho, que querendo ou não, aqui em Brasília, eu não teria. Off-line eu poderia chegar ao Festival de Gramado, ou outros prêmios nacionais, mas não internacionais. Eu também aproveitei as oportunidades de aprender com as pessoas que tive contato. Isso foi decisivo. Eu ganhei Young, que foi um prêmio que eu acabei ganhando e me deu a oportunidade de ir pra Cannes, com tudo pago, fazer cursos e participar de workshops e ganhar o leão de Bronze. Em Cannes você respira publicidade. Isso me fez querer mais.
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Post-It – O mercado paulista chama a atenção em diversos sentidos. São Paulo é um desejo seu?
Seiki – Eu acho que sou um dos únicos que não tem essa pressa de ir para São Paulo. Uma época, eu tive a oportunidade de entrar, com 25 anos, como diretor de arte em uma grande empresa de São Paulo. Muitos entram lá como estagiários nessa idade. Muita coisa pesou. Lá eu ia ganhar melhor, mas eu ia trabalhar com online e eu queria aprender o off-line. Eu escolhi ficar e aprender mais outros lados da publicidade e talvez mais pra frente ir pra São Paulo.
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Post-It – Um criativo precisa toda hora ter ideias novas e por vezes se está em alta ou em baixa. Você considera a publicidade instável?
Seiki – Eu não acho que é instável. Você tem que acompanhar a maré, não ficar acomodado. Tem que sempre estar buscando o que é novo e o que está acontecendo no mercado. Eu imagino que criatividade todo mundo tem, basta praticar. A diferença é saber acompanhar o que ta rolando e ter a sacada de resolver o que o cara está precisando. Tem que saber resolver e acompanhar a maré porque é um mercado que só os melhores ficam, mas que sempre tem vaga para gente com qualidade.
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Post-It – O que o mercado hoje procura em um criativo?
Seiki – O criativo tem que ser um cara pró-ativo, que saiba resolver os problemas do cliente de forma criativa.
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[...] que saiba resolver os problemas do cliente de forma criativa”. Quer conhecê-lo mais? Veja a entrevista que ele concedeu. Fonte: Jornal Post [...]